CLUTCH FLORES
CÓDIGO PARA COMPRAR: 2952
Percebo que nesses últimos dias estou refletindo bastante sobre tudo que ocorre ao meu redor. O ponto de interrogação me percebe em todos momentos “?????”. Ontem, no quando sai da academia em direção a parada de ônibus para ir pra casa, aconteceu uma situação que muitas vezes eu fico chocada e juro, não consigo entender porque as pessoas agem dessa forma, será que ninguém acredita em mais ninguém? Perdemos a sensibilidade? O sentimento de ajudar o próximo? Enquanto eu aguardava chegar meu ônibus, numa parada lotada se aproximou um homem de estatura média, moreno, a fisionomia dele era de um índio, falando estranho, seu tom de voz era alto e ele dizia; " preciso de dinheiro. Não sou daqui, tenho que estar em POA. O policial falou que com esse R$ 1,00 que tenho não conseguirei pagar a passagem, alguém tem para me ajudar? Não estou roubando, assaltando e nem pedindo esmolas, só quero ir embora, moro em Manaus, sou índio". (aceitei na fisionomia).Bom, eu comecei a observar as pessoas e como elas estavam reagindo com aquilo que estava acontecendo. Os olhares eram de nojo, repletos de descriminação, sinuando estar bebado, tudo isso e mais um pouco. Enquanto escutava esses murmurinhos, ele andava pelas pessoas em busca dos trocados Eu percebia a aflição daquele ser humano e claro, me coloquei no lugar dele. Sabe porque? Amanhã à Deus pertence. Se ele vai pagar mesmo a passagem, que ótimo. Agora se não for pra isso, também não me diz respeito. E eu acreditei no que ele falou, na expressão, da forma que abordou as pessoas. Abri minha carteira, chamei o moço e entreguei R$ 1,00. Logo me agradeceu me chamado de indiazinha (acho que porque sou morena, cabelo preto e cumprido) Rsrsrsr...Só isso, você deve estar se perguntando, por tudo que falou até agora, achei que fosse dar a passagem inteira. Mas depois eu senti um alivio, não ia conseguir voltar para casa e saber que ele estava perambulando pela cidade em busca R$ 4,95. O que eu dei já ajudava um monte, de R$ 1,00 passou a ser R$ 2,00 e minha consciência ficou muito tranquila, pois acredito que se um dia eu venha a precisar (nunca se sabe, não tenho bola de cristal) quero que as pessoas se prontifiquem a colaborar e isso serve para qualquer um. Não foi a primeira vez que isso aconteceu comigo, também não vem ao caso contar agora. Mas sempre que ocorrer situações parecidas e eu poder ajudar, não vai se ser R$ 1,00 que vai me fazer falta. Quem sabe “amanhã” eu tenha o retorno da ajuda que eu dei hoje. O sentimento de ajudar ao próximo esta em falta no abstrato da vida do ser humano, fazer o bem sem ver a quem. Quero cumprir meu objetivo nesse plano, e não correr o risco de voltar me perguntando “por que será que estou passando por isso se não fiz nada?” Será mesmo que não fez?
Meu pedido foi aceito. Aqueles que fazem a dança da chuva tiraram folga...heheheh... O dia amanheceu lindo, com uma temperatura agradável, o sol estava presente e junto, uma ventania danada ( que fez com que eu perdesse o sono a noite inteira), quase fui levada pelo vento assim que sai de casa e até chegar no trabalho fiz o maior malabarismo com bolsa, sacola e tudo mais. Da para releembrar a cena do filme "Infidelidade", com Richard Gere e Diane Lane, quando Connie Sumner ( a personagem) sai de casa para fazer compras e é levada pelo vento, mas ela deixa tudo cair no chão sendo surpeendida por um homem lindo, que leva ela a traição. Não é o meu caso, minha comparação foi mesmo o momento da cena, mas o filme não deixa de ser maravilhoso. Quem viu vai saber do que estou falando.